Dona Marcelina se sente debilitada…
Os cuidadores relatam que a paciente possui alterações
cognitivas importantes que comprometem sua capacidade de realizar atividades de
vida diária, necessitando de auxílio e supervisão de terceiros há, no mínimo, 3
anos. Atualmente, apresenta dificuldade em reconhecer os familiares,
discurso repetitivo, sintomas depressivos e dificuldade para conciliar o sono.
Em
visita domiciliar da médica Sofia e da enfermeira Cristina, da Agente
Comunitária de Saúde Antônia e de duas estudantes de Práticas Integradas em
Saúde da UFSB, buscou-se avaliar clínica e epidemiologicamente o quadro de D.
Marcelina. Assim como outras duas dezenas de idosos, a paciente tem a Síndrome
da Imobilidade, considerando a existência de déficit cognitivo grave, de
múltiplas contraturas, de sinais de sofrimento cutâneo e de dupla
incontinência. O que a Equipe de Saúde observou foi que Maria Tereza estava
sempre tentando manter a mãe na cama, e ofertava-lhe as necessidades básicas,
deixando-a sair somente para ir ao banheiro; segundo relata a filha: “Melhor que mãe fica na cama, assim não corre
o risco de ter outra queda. Tenho até medo dela realizar os exercícios que a
moça da fisioterapia recomendou e acabar lhe fazendo mais mal” (sic).” A
cognição de D. Marcelina já estava seriamente prejudicada. Maria Teresa dizia
sempre: “Mãe é analfabeta, mas sempre
sabia fazer uns cálculos de cabeça; hoje, nem isso mais. Agora ela já está
trocando os nosso nomes, vive me chamando de Nina, a irmã mais nova dela que
faleceu há 5 anos.”
A
equipe de saúde da família que visitava o domicílio aplicou a escala de vulnerabilidade Familiar,
alertou que era importante a manutenção dos exercícios e manobras
fisioterapêuticas, para que houvesse uma evolução melhor tanto do quadro
cognitivo, quanto da mobilidade de D. Marcelina… Para
a escala de Vulnerabilidade familiar - 21 pontos Vulnerabilidade familiar
máxima entrando para a lista de prioridade para uma maior atenção de ACS e ESF, assim como
acompanhamento de Assistência social e apoio psicológico para o familiar
cuidador.
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