Dona Marcelina tem um AVE...
Quatro anos se passaram desde o dia em que D. Marcelina
passou pelo processo de artroplastia total em quadril e teve por complicação
tromboembolia venosa pulmonar, tratada no hospital com uma dose de ataque de
Heparina fracionada - por a dose -; no entanto a sua filha- Maria Teresa - achou desnecessário continuar
o tratamento com anticoagulantes orais prescritos: “Ela já está tomando medicações demais, é remédio para osteoporose,
diabetes, pressão alta.… e lá se vai, ela vai ter menos queda mesmo, sem mais
risco de fraturar algo outra coisa. O médico falou que ela só tem trombose de
novo se precisar passar por outra cirurgia” (SIC).
O quadro de D. Marcelina quase não se levanta da cama,
está oligofásica, desorientada no tempo, tem dificuldades para lembrar do nome
de Maria Tereza, chamando-a de Ninha, sua irmã mais nova já falecida. Maria
Teresa sempre comentava às visitas, sobre Ninha.
No dia 21 de janeiro de 2027, Maria Tereza foi ao quarto
de sua mãe entregar o lanche da tarde. Percebeu que D. Marcelina estava com a
aparência esquerda da face “caída”, não respondia corretamente o chamado da
filha e não enxergava bem objetos postos à sua direita. Imediatamente, M.
Tereza conduziu à mãe a emergência do Hospital, ligando para o SAMU.
Ao chegar no hospital e ser atendida, o médico
plantonista, ao exame físico utilizou o protocolo Cincinatti e escala de
Glawgow, constatou as seguintes informações: Paciente não lúcida e orientada em
tempo e espaço, torporosa, afásica - grau II, paralisia facial central em lado
esquerdo, hipoestesia e arreflexia de membro superior esquerdo. Foi encaminhada
imediatamente para a realização de uma tomografia computadorizada do crânio e
eco-Doppler de artérias vertebrais e carótidas. O diagnóstico foi de Acidentes
Vascular Encefálico Isquêmico em regiões fronto-temporais à direita e
frontoparietal e temporo-occipital à esquerda. O tratamento foi imediatamente
iniciado e ela foi internada.
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